Implantes

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Há mais de dois mil anos, a humanidade busca alternativas para substituir os elementos dentais perdidos: estão relatadas na literatura diversas formas rudimentares de dentaduras realizadas por povos antigos.

Com o avanço nas pesquisas, na década de 1950, foi realizada uma descoberta revolucionária não somente para a odontologia, como também para a medicina: os implantes osseointegrados, que são considerados atualmente até hoje a melhor forma de substituir dentes perdidos, seja para casos unitários ou perdas múltiplas.

Estamos falando do implante de titânio, traz uma solução segura e duradoura, pois já que esse material tem a capacidade de se fundir ao osso do paciente, tornando-se uma unidade e possibilitando um suporte para a coroa dental. Em outras palavras, o implante funciona exatamente como a raiz do dente natural, o que traz segurança ao falar e mastigar, contribuindo para a qualidade de vida do paciente.

O implante é instalado no osso pelo cirurgião-dentista e, em média, dentro de dois a seis meses ocorrerá sua integração ao tecido ósseo do paciente. Em geral, a coroa sobre esse implante será colocada após a osseointegração, mas coroas provisórias podem ser colocadas sobre o pilar protético até que isso ocorra, devolvendo a estética e a funcionalidade para o paciente durante essa fase de cicatrização.

As indicações desse tratamento são amplas, podendo ser substituídos um ou mais dentes perdidos, ou até ser realizada a colocação de uma overdenture/sobredentadura (uma prótese total fixada por alguns implantes).

O implante necessita ser ancorado em osso, logo, é necessário certo volume de osso sadio para sua colocação. Quando há grande perda óssea, pode ser necessário um procedimento de enxerto ósseo, realizado antes ou até durante a consulta de instalação do implante. Assim, para a correta indicação do tratamento, são necessários diversos exames, como exames de imagem e clínico.

Após a cirurgia, nossos pacientes ficam em uma sala de observação para a recuperação parcial e acompanhamento da equipe. Serão realizadas também algumas recomendações de cuidados que o paciente deve seguir em casa, como repouso, alimentação leve e instruções em relação à medicação.

Nesse momento, o corpo começa o processo de reparação, que consiste na integração óssea do implante. Esse processo pode durar de dois a seis meses, quando então inicia-se se inicia a segunda fase do tratamento: a reabilitação propriamente dita. Nesse momento, são marcadas as consultas com um dentista especialista em restaurações e próteses para a confecção da prótese definitiva, que pode ser de um único dente, múltiplos dentes ou até da arcada completa.

QUALIDADE DE VIDA

Os implantes devolvem a qualidade de vida aos pacientes, pois permitem o desempenho funcional normal com segurança, como falar e comer sem deslocamento das próteses ou ruídos, além do ótimo resultado estético. Comparativamente, estudos mostram que pacientes que usam prótese parcial removível têm 30% de risco de perder os dentes de apoio da prótese em cinco a sete anos após sua instalação.

Vantagens do tratamento:
o Os implantes dentários possuem mais de 60 anos de estudos e acompanhamento dos pacientes, apresentando altas taxas de sucesso.
o Funcionam como a raiz do dente natural, sendo o modo mais eficaz de repor dentes perdidos;.
o Os implantes duram a vida inteira. A parte visível do dente (coroa), entretanto, poderá ser substituída ao longo do tempo devido a desgastes ou estética;.
o São minimamente invasivos e os dentes adjacentes não são afetados com o tratamento;.
o Mantêm o osso natural e minimizam a perda óssea progressiva devido à estimulação do osso;.
o Proporcionam estabilidade e conforto ao paciente;
o Os implantes dentários possuem mais de 60 anos de estudos e acompanhamento dos pacientes, apresentando altas taxas de sucesso..
PLANEJAMENTO

O planejamento é a primeira fase do tratamento, quando serão realizadas radiografias e exames laboratoriaisrealizados radiografias e exames laboratoriais para que o cirurgião conheça detalhadamente o caso. Além disso, será realizado umhaverá um detalhado exame da boca, observando os tecidos moles, gengivas, língua, saliva, padrão de mordida, músculos da mastigação, hábitos higiênicos e quantidade e qualidade dos ossos maxilares. Esse minucioso estudo permitirá que o cirurgião determine qual o implante mais adequado ao caso, o número necessário de implantes e sua localização. Nessa fase, o profissional também indicará qual a prótese (dente artificial) mais indicada, mostrando qual possivelmente será o resultado final do tratamento. Deve-se ressaltar, porém, que o planejamento cirúrgico não exclui a possibilidade de alterações durante o tratamento.

cadeiraANTES DA CIRURGIA

 

Se não houver a necessidade de enxerto ósseo para a colocação realização do implante, a cirurgia consistirá basicamente em abrir uma cavidade no osso para alojar o implante, sob anestesia local. Após a colocaçãoo procedimento, o dentista poderá fechar a área com alguns pontos e aguardar o processo de osseointegração para então colocar imediatamente a prótese ou colocar a prótese provisória. imediatamente após a colocação do implante e, após a osseointegração, substitui-la pela definitiva.

A escolha da conduta dependerá do caso, pois, algumas vezes, a colocação imediata da prótese provisória pode gerar instabilidades no pino metálico recém-implantado.
o Infecção;
o Lesão a estruturas adjacentes;
o Dormência ou sensações alteradas na região do implante;
o Complicações no seio maxilar;

pacienteA CIRURGIA

 

Logo após a cirurgia, você deverá tomar a medicação prescrita pelo dentista e repousar. A região deverá receber aplicação de bolsas de gelo e a dieta deverá ser restrita a líquidos frios no primeiro dia e alimentos pastosos mornos a partir do segundo dia. A partir do terceiro dia, fazer bochechos com água com sal ou clorexidina 0,12%. Deve-se evitar mastigar na região operada por cerca de quatro meses e tomar cuidado para não traumatizá-la durante a higienização dos demais dentes.

o Infecção;
o Lesão a estruturas adjacentes;
o Dormência ou sensações alteradas na região do implante;
o Complicações no seio maxilar;
o Fratura dos ossos maxilares;
o Dores na articulação temporomandibular ou trismo;
o Perda óssea

casaAPÓS A CIRURGIA

 

Os implantes têm uma taxa de sucesso de 95%. Como qualquer procedimento cirúrgico, porém, apresentam a possibilidade de riscos e complicações que devem ser conhecidos pelo paciente. O desconforto, inchaço e hematomas nos primeiros dias são normais. Se a dor, o sangramento e o inchaço se intensificarem após 72 horas, você deverá entrar em contato com o seu cirurgião, bem como na presença de qualquer sintoma que lhe alarme. Dentre as principais complicações, estão:

o Infecção;
o Lesão a estruturas adjacentes;
o Dormência ou sensações alteradas na região do implante;
o Complicações no seio maxilar;
o Fratura dos ossos maxilares;
o Dores na articulação temporomandibular ou trismo;
o Perda óssea;
o Falha do implante.

QUEM PODE RECEBER IMPLANTES?

Com exceção de crianças e adolescentes em fase de crescimento, quase todos podem, inclusive os pacientes com ausências dentais podem se beneficiar com esse tratamento.

o Doenças crônicas: mesmo pacientes com doenças como diabetes e pressão alta podem realizar a colocação de implantes com sucesso, desde que haja controle e acompanhamento minuciosos da doença e do tratamento dentário.
o Doenças gengivais: há altas taxas de sucesso na colocação de implantes em pacientes que perderam os dentes por doença periodontal (das gengivas).
o Dentaduras totais ou parciais: os implantes podem substituir pontes fixas ou dentaduras removíveis, ou ainda ser utilizados para estabilizar e segurar dentaduras removíveis.
o Fumantes: o fumo diminui as taxas de sucesso dos implantes, mas não elimina a possibilidade de sua realização.
o Perda óssea: condição comum em pacientes que perderam os dentes por doença periodontal. Nesses casos, o cirurgião poderá realizar um enxerto ósseo na área a receber os implantes.

MANUTENÇÃO DOS IMPLANTES

O cirurgião bucomaxilofacial e o dentista especializado em coroas agendarão check-ups periódicos, aos quais você deverá comparecer rigorosamente para garantir a saúde de seus ossos maxilares.

A higiene oral deverá ser meticulosa, de acordo com as instruções do cirurgião. Deverão ser utilizadas escovas especiais e suporte para fio dental, a fim de otimizar o processo, visto que se a área do implante não for devidamente limpa, ele poderá falhar.
Fumo, álcool e alimentos excessivamente rígidos também podem levar a falhas nos implantes.

O sucesso dos implantes dependerá, portanto, do correto planejamento antes da cirurgia e da automanutenção apropriada do paciente. Artigos apontam implantes funcionais e bem sucedidos há mais de 20 anos.

DÚVIDAS FREQUENTES

O que fazer se meu implante cair?
Se seu implante cair, você deve procurar seu cirurgião imediatamente para evitar a perda óssea na área. No caso da substituição de vários dentes, a perda do implante pode não significar a perda da prótese, pois estaque pode estar apoiada em outros implantes. Um novo implante poderá ser colocado no local, mas isso exigirá um novo planejamento e uma nova cirurgia.

Quais as possíveis causas de falhas nos implantes?
As causas de falha mais frequentes são higienização inadequada, falta de capacitação do profissional responsável e estado complicado de saúde do paciente. Pessoas portadoras de diabetes ou fumantes, por exemplo, não estão proibidas de colocar implantes, mas deverão ser alertadas quanto aos riscos adicionais. Algumas falhas,
porém, ocorrem em situações aparentemente muito favoráveis, sendo impossível detectar sua causa real.

A capacidade de mastigação aumenta com os implantes?
As próteses sobre implantes apresentam resultados funcionais muito superiores aos outros tipos de próteses. Os pacientes que usam dentaduras e optam pela colocação de implantes, por exemplo, sentem uma diferença muito significativa, recuperando a segurança e, muitas vezes, a autoestima.

Existe risco de rejeição dos implantes?
Não ocorre rejeição, pois os implantes são feitos de titânio, um metal biologicamente inerte. Nosso sistema imunológico não responde a ele e, portanto, não o rejeita. A perda de um implante nunca está associada à rejeição, mas à falta de reparo ósseo ao seu redor (osseointegração), o que pode acontecer por falta de higienização adequada ou por condições gerais de saúde do paciente.

Recomenda-se a extração de dentes para a colocação de implantes?
A extração de um dente natural deve sempre ser evitada. Algumas vezes, entretanto, o dente natural está muito comprometido e sua substituição por um implante passa a ser a melhor solução. É bastante frequente a extração de dentes anteriores em mau estado em pacientes com ausência de dentes posteriores, para que se coloque uma prótese total fixada por implantes, opção com melhor custo-benefício.

A venda de implantes é regulamentada?
Sim. Os implantes são obrigatoriamente registrados na Anvisa desde 1993. Na embalagem, deve constar o tipo de esterilização, a validade, a data de fabricação, o técnico responsável e outros itens.